“Já comprou gato por lebre?”
- Marcia KD

- 28 de abr. de 2019
- 3 min de leitura
Atualizado: 19 de mai. de 2019
Eu tenho uma pergunta para te fazer: quantas vezes você já esteve diante de tomar uma decisão importante e sentiu que não tinha razões suficientes para optar entre uma opção ou outra por não poder confiar plenamente?
Pois é, eu sei bem como é isto. As vezes em nossas decisões, desde as mais simples, temos de optar entre um valor e outro e quando falo em valor não estou falando de dinheiro, falo de valores éticos e morais. Bom, isso acontece porque muitas vezes já fomos enganados por pessoas mal intencionadas que nos prometeram algo e depois não cumpriram com a palavra dada.
Desde muito cedo aprendemos o significado da palavra decepção, não é mesmo? Quando éramos crianças as decepções vinham dos amiguinhos e colegas de escola. Quanta decepção nos trabalhos de escola em grupo, nos quais você “dava seu sangue” e se entregava por completo para apresentar o melhor trabalho e chegava na hora do seu colega apresentar a parte dele, tudo descambava, mas como o trabalho era em grupo, a nota mediana ou ruim era para todos os componentes do grupo, não importando o quanto você tenha se esforçado para ter uma nota melhor. Muitas vezes não era só pela nota, mas pelo sentimento de dever cumprido, de ter feito sua parte da melhor maneira que poderia ter feito.
Quem nos dera que as decepções ficassem na infância... mas na vida adulta seguimos nos decepcionando nos mais variados aspectos da nossa vida pessoal, profissional e nas relações comerciais, nas quero me ater mais.
Acredito que grande parte da população deve ter aversão a vendedor e não quero dizer que o vendedor tenha menos valor que qualquer outro profissional, o que quero dizer é que o vendedor, infelizmente leva a fama de tudo o que há de pior nas relações comerciais. E por que isso acontece? Por causa das decepções que tivemos ao longo da nossa vida nas relações de negócios com os profissionais de vendas, pois alguns não cumprem com a palavra dada na hora da venda. Forçam a venda e prometem o que depois não conseguem cumprir ou os produtos que nos venderam não fazem os “milagres” descritos pelo profissional.
Esse tipo de decepção acarreta num sentimento muito ruim que é a falta de confiança.
Penso que cumprir com a palavra dada é muito mais importante do que realizar uma venda e percebo que é isto que está errado nas relações comerciais. As pessoas não conseguem manter sua palavra e as promessas que fez na pré-venda, parece-me que para estas pessoas o mais importante é o lucro. Não! O mais importante é a satisfação do cliente.
Problemas podem acontecer com qualquer produto, mesmo os de melhor qualidade, mas a disposição em resolvê-lo no menor tempo possível também deve permear as relações comerciais saudáveis.
No ramo em que trabalho, móveis planejados sob medida, também acontecem casos em que o cliente contrata um tipo de serviço ou material e depois recebe outro que não estava acordado no momento da venda, porque na hora da compra o marceneiro não tem o móvel pronto para mostrar ao cliente, fica um pouco subjetivo esse contato, podendo ser essa a “desculpa” utilizada para explicar a desconformidade entre o que foi acordado e o que foi entregue/executado. Esse tipo de ocorrência acaba por arruinar a reputação de todos os outros profissionais que trabalham seriamente e honram com as promessas feitas ao cliente.
Meu propósito com este texto é dizer e tornar claro meu compromisso com a causa da confiança. Relações duradouras se baseiam na confiança, na palavra dada e cumprida e é esse movimento que quero liderar: cumprir com a promessa feita! Esse é meu desejo no mundo do empreendedorismo e seria muito bom se todos os empreendedores também se comprometessem com esse movimento, porque todos sairiam ganhando, o cliente confiaria na palavra do empreendedor e o empreendedor poderia se preocupar com outros aspectos de seu negócio que não a incerteza das relações com seus clientes. Por isso repito: cumprir com a palavra dada importa!






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